Feliz Natal!
Feliz 2016!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Os Mistérios das Chaves na História, na Religião e nas Artes

A palavra "chave" aparece com sentido metafórico 
inúmeras vezes na Bíblia,
mas com sentido aparentemente mais político 
do que religioso.




No Evangelho de Mateus, no Novo Testamento, está escrito que Jesus disse a Simão, o pescador, que a partir de então passou ser chamado de Pedro:
"Bem aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, porque sobre ti edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus. O que ligares na Terra será ligado nos céus, o que desligares na Terra será desligado nos céus."
"Pedro" é, na verdade, o nome dado em português para se referir a "Petrus", que significava Pedra em latim, o idioma falado em Roma na época em que Jesus viveu, período em que Jerusalém estava sob o domínio do Império Romano. Com isto, o texto de Mateus nos faz entender, pelo menos de acordo com a tradução tal como ela nos é mostrada hoje, que Jesus já previa que a fundação de sua Igreja - hoje chamada Cristianismo (não necessariamente a Igreja Católica) - se daria a partir de Roma. Desta forma, ele chamou Simão de "Pedra" por considerá-lo a "pedra fundamental" para a implantação do que o próprio Jesus chamava de "Novo Reino" que estava para se iniciar.
Portanto, o que está escrito no capítulo 16, versículos 17 a 20, no Evangelho de Mateus, nos mostra que Jesus atribuiu pessoalmente a Pedro (para os católicos, "São Pedro") o poder de decisão para admitir o excluir membros da Igreja e para estabelecer ensinamentos - ou "dogmas" - e perdoar e condenar pecados. Os verbos "desligar" e "ligar" também aparecem com os mesmos sentidos no Apocalipse de João e tem sido usados com frequência pelos padres. Os católicos os entendem como poder atribuído por Jesus a "São Pedro" e aos papas. No entanto a própria Bíblia, mesmo a conhecida pelos católicos, não confirma, embora também não negue porque não há nela - nem poderia haver - referência alguma aos papas, já que a Igreja Católica só seria fundada muito tempo depois.
Os católicos acreditam que isto está confirmado com base na "Confissão de Pedro". Eles se referem a uma parte do Novo Testamento contido na "Vulgata" ("latim vulgar" em latim), em que Pedro, como apóstolo de Jesus, proclama seu Mestre como o "Cristo", o tão esperado Messias que viria para guiar e salvar o Povo de Deus segundo uma profecia já então milenar, desde os tempos dos antigos hebreus. No mesmo texto, Jesus aceita ser chamado de "Cristo" e de "Filho de Deus" e declara que esta foi uma revelação do próprio Deus a Pedro. Jesus então declara Pedro como líder dos apóstolos (não necessariamente de todos os cristãos), afirmando que o pescador é a pedra fundamental para o preparo para a vinda do "Novo Reino".
Ao que parece, naquela época o "livro de Isaías" - o último livro do Velho Testamento - já era bem conhecido entre os Judeus. Tudo indica que, ao atribuir tais poderes a Pedro, Jesus fez lembrar o que o livro de Isaías diz em 22:15 e nos capítulos 19 a 22: o primeiro-ministro de Israel no reinado de Ezequias é considerado indigno e destituído de seu cargo por Deus. Em seu lugar, assume o cargo Eliaquim, filho de Hilquias. Neste ponto, está dito que Eliaquim está destinado a receber "a Chave da Casa de Davi". Atualmente esta é também chamada de "Chave de Jerusalém" ou "Chave do Reino".
Nas ilustrações ao alto, "São Pedro" aparece em uma delas com das chaves numa das mãos: uma apontando para baixo e outra para cima, e o olhar voltado para cima. Na outra ilustração, ele está com uma chave em cada mão, ainda olhando para cima, e com uma chave apontada para baixo e a outra para cima. A terceira ilustração mostra a "Chave de Jerusalém", um artefato milenar encontrado em Jerusalém. Na Bíblia e em muitas culturas antigas e atuais, a palavra "chave", bem como o próprio objeto como símbolo, representa poder de autoridade. Entre nós, a palavra "chave" representa um objeto que abre portas, cadeados, etc., mas também pode ser, em biologia, uma descrição para identificar seres vivos. É também um sinal que identifica um tom musical. É, ainda, o nome dado a uma informação importante, já confirmada, que poderá levar à revelação de informações secretas. Martin Luther ("Martinho Lutero"), o sacerdote alemão que liderou o movimento reformista protestante na Idade Média, usava a palavra "chave" para se referir a poderes sociais e políticos exercidos pelos líderes da Igreja Católica. Colocada em posição vertical, o mesmo objeto assume o aspecto de uma chave.

No brasão do Vaticano
as duas chaves estão cruzadas
apontadas para baixo
e protegidas por um escudo.
no escudo,
há as figuras de um rei,
um urso e uma concha.
Conchas sempre simbolizam
proteção ou necessidade dela.
A palavra "clave", mais usada para se referir ao tom musical, é sinônima de "chave".  Vem da palavra "clavis", que é "chave" em latim, idioma do antigo Império Romano ainda hoje falado no Vaticano. Vem dela também o nome "conclave", que se dá ao grupo de cardeais que se reúnem para decidir quem será o substituto do papa depois que este morre ou deixa o cargo. "Conclave" vem de "cum clavis", que é "com chave" em latim. Significa também, portanto, que esses cardeais detêm a chave do poder que atribuirá poderes a uma pessoa destinada a ser o próximo papa. Ou seja: aquele que governará o Vaticano como Estado monárquico e, ao mesmo tempo, toda a Igreja Católica no mundo.
As culturas não cristãs nos mostram que a chave como símbolo de poder não é exclusividade dos cristãos. A figura "A" mostra um objeto representando um deus, encontrado por arqueólogos nas ruínas de uma cidade dos Astecas, civilização cujo império por milênios dominou a região atualmente ocupada pelo México. Na linguagem popular, "palavra chave" é uma expressão muito usada para nos referirmos a uma palavra que pode ser a abertura para algo que desejamos. Chamamos também de "peça chave" a um elemento qualquer que possa ser a solução para um problema. Quando nos referimos ao objeto propriamente dito, dizemos com mais frequência que a chave abre uma porta, um cadeado, etc., embora saibamos que ela também tranca portas, potões, etc. Parece-me que, embora não percebamos, o verbo "abrir" é predominante na nossa preferência. Preferimos ver a chave como objeto de acesso, não como objeto de impedimento, embora ela possa ser as duas coisas. Isto a torna ideal como símbolo de poder, de domínio, e é assim que ela é e sempre foi usada na política, nas religiões, nas discussões sobre questões sociais, etc.


Fontes:
  • A Bíblia
  • "The World's Religion", de diversos autores - Lion Handbooks, Reino Unido. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A "Operação Prato" - ou "Caso Roswell Brasileiro"

Detalhes do documento da Força Aérea
que é mostrado no documentário do History Channel,
que está no vídeo. 

Um dos casos 
mais polêmicos
da ufologia no Brasil
envolve a morte de um militar.
Para algumas pessoas, 

foi suicídio.
Para outras,

foi assassinato.



"Operação Prato" é o nome pelo qual ficou conhecida a polêmica operação militar realizada pelo I Comar (Primeiro Comando Aéreo Regional) da Força Aérea Brasileira, entre outubro e dezembro de 1977, para investigar aparecimentos e alegados ataques a pessoas por OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) em Vigia do Nazaré, Colares e Santo Antônio do Tauá, no estado do Pará. O caso ficou conhecido também como o "Caso Rowsell Brasileiro", numa comparação inadequada com o que ocorreu nos Estados Unidos em 1947. No caso norte-americano, tudo começou quando, na noite de 4 de outubro de 1947, um OVNI caiu num local próximo a Roswell, uma pequena cidade do estado do Novo México. No caso brasileiro, não há informação alguma sobre um OVNI que tenha caído. 
O caso brasileiro começou na Ilha dos Caranguejos, na baía de São Marcos, no estado do Maranhão. Ainda hoje a ilha, a maior do estado, é desabitada por ser sujeita a marés muito frequentes e repleta de cobras e mosquitos. Tudo começou no dia 25 de abril de 1977, quando quatro homens se dirigiram para ilha num barco para colher madeira. Depois do trabalho realizado, e por causa da maré baixa, os quatro homens permaneceram na ilha até por volta da meia noite, à espera de que a maré subisse para e o barco pudesse ser navegado para a volta para casa. Por volta das 20 horas, eles foram dormir dentro do barco.
Num dado momento, um dos homens acordou porque dois deles estavam reclamando muito, sentindo dores e com queimaduras no corpo. Todo o mistério começou aí. No entanto, o que atrai mais a atenção são as circunstâncias relacionadas à morte do militar Uyrangê Bolívar Hollanda Lima, mais conhecido como "capitão Hollanda". Para alguns depoentes, foi suicídio; para outros, assassinato. Veja no vídeo ta History Channel todos os detalhes dessa história que já foi tema do Globo Repórter (Rede Globo de Televisão) e de vários outros programas de TV. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

David Duchovny diz que "Arquivo X" poderá voltar.

David Duchovny e Gillian Anderson,
protagonistas da famosa série da TV.
"Só terá acabado
quando um de nós morrer", 
diz o ator. 



Segundo o que foi publicado no site da revista "Rolling Stone", o ator americano David Duchovny disse que a série "The X-Files" ("Os Arquivos X"), que no Brasil foi exibida com o título "Arquivo X", poderá voltar. Ele interpretou o popularíssimo personagem principal da série, o agente especial do FBI, Fox Mulder. Segundo a revista, ele disse isto durante uma entrevista sobre o fim da série "Californication", na qual ele vinha interpretando o personagem Hank Moody, um escritor de sucesso de Nova York que vivia em Los Angeles tentando reconquistar uma mulher pela qual ele sempre foi apaixonado e, ao mesmo tempo, tendo que lidar com o comportamento de uma filha rebelde.
Segundo a "Rooling Stone", David Duchovny está se sentindo bem por encerrar a jornada de "Hank Moody", mas não esconde seu desejo de voltar a interpretar "Fox Mulder". Ele diz que é amigo de Chris Carter, o criador de "Os Arquivos X" , e da atriz Gillian Anderson, que interpretava a médica e agente do FBI Dana Scully, parceira de Mulder em suas investigações sobre objetos voadores não identificados, fenômenos paranormais e teorias de conspiração. Ele informou que atualmente Gillian está atuando numa outra série, que ainda é preciso uma demonstração de interesse da Fox, mas que Chris Carter já tem episódios prontos para a nova temporada de "Arquivos X". 
"Os Arquivos X" é considerada a série de TV mais popular do mundo desde os anos 1990. A série foi ao ar, inclusive no Brasil, pela Rede Record e pelo canal da Fox, em nove temporadas, de setembro de 1993 a maio de 2002. Tornaram-se muito populares também no Brasil as frases exibidas na abertura de cada episódio da série: "The thrut is out there" ("A Verdade está lá fora.") e "I want to believe" ("Eu quero acreditar"). Existem vários sites na internet nos quais todos os episódios podem ser assistidos gratuitamente. 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

"Illuminati" - O que se sabe realmente sobre eles?

O livro "Anjos e Demônios",
de Dan Brown,
e o filme baseado nele, 
resgataram o interesse de um grande público
sobre uma das sociedades secretas
mais polêmicas da história da humanidade.





Johann Adam Weishaupt
(1748-1830)
Na história contada por Dan Brown, o simbologista Robert Langdon (o mesmo personagem principal de "O Código Da Vinci") investiga o caso de um padre cientista assassinado. No decorrer da narrativa, Langdon descobre que por trás do assassinato está uma das sociedades secretas mais polêmicas do mundo, mas que ele pensava que não existisse mais: os "Illuminati". Embora seja uma ficção, a história contada no livro e no filme leva o leitor a crer que o objetivo dos "Illuminati" é impor uma "nova ordem mundial" através de uma espécie de verdadeira guerra contra a Igreja Católica, tentando destruí-la definitivamente. Mas quem são os Illuminati da realidade? 
A "Coruja de Minerva".
Por serem uma sociedade secreta, sabe-se pouco sobre eles, e muito do que as pessoas pensam que sabem não passa de suposições e especulações e afirmações sem embasamento histórico. Isto se complica ainda mais devido à existência, na Internet, de sites de várias pessoas ou grupos que se afirmam representantes dessa confraria, nem todos sendo dignos de crédito.
Em alguns sites, o nome da fraternidade está grafado erroneamente : Illuminatis. A palavra "Illuminati" vem do latim. Significa "Iluminados". A letra "i" no final da palavra representa o plural, não havendo, portanto, necessidade de se acrescentar o "s". A forma singular é "illuminatus". No entanto, essa denominação tem sido tomada ultimamente por grupos diversos, alguns reais e outros fictícios. 
Historicamente, o que se sabe sobre a verdadeira confraria original é que ela foi fundada na Baviera, na Alemanha, em 1.º de maio de 1776, baseada no Iluminismo, um movimento cultural da Idade Média que defendia uma reforma da sociedade através da cultura e do "poder da razão". Seus fundadores e membros acreditavam que somente por meio da razão   e do acúmulo cada vez maior de conhecimentos é possível identificar e operar conceitos, encontrar coerências ou contradições entre eles e resolver os principais problemas da humanidade. Por esta razão, a Coruja de Minerva foi um dos símbolos escolhidos para representar a confraria. Tradicionalmente, desde tempos remotos a coruja sempre foi uma ave vista como símbolo do conhecimento, e Minerva é o nome da antiga deusa da sabedoria da antiga Grécia.
O principal fundador foi Johann Adam Weishaupt, nascido na Baviera. Era filho de judeus. Seu   pai, Johann Georg Weishaupt, era um rabino judeu alemão que morreu quando ele tinha cinco anos de idade. Desde então, ele foi criado por seu padrinho, Johann Adam Freiherrvon Ikstatt, professor de direito na Universidade de Ingolstadt, cidade onde Johann Adam Weishaupt nasceu (1748). Ikstatt defendia o iluminismo e isto influenciou Weishaupt, que adotou as doutrinas iluministas através do racionalismo. O jovem Johann Adam Weishaupt estudou direito, economia, política, história e correntes gnósticas e da Maçonaria. Suas concepções conflitavam com as da Igreja Católica, que dominava toda a Europa na época, sob os pontos de vista religioso, social e principalmente político.
Atualmente, devido a uma enxurrada de informações, nem todas verdadeiras, e muitas delas alimentadas por filmes e seriados de TV, os Illuminati são interpretados como uma suposta organização conspiratória que visa controlar os assuntos secretos de governos. Segundo esta nova versão da confraria, entre seus objetivos está o estabelecimento do que chamam de "Nova Ordem Mundial". Isto complica ainda mais o entendimento geral, pois existem vários conceitos históricos sobre o que pode ser uma "Nova Ordem Mundial". Um deles diz tratar-se relações socioeconômicas resultantes da Guerra Fria. Outro, que é um sistema político e social nos moldes do que os nazistas tentaram estabelecer na Europa. Outro se refere à fé Bahá'i, afirmando que se trata de um sistema de ensinamento dessa religião. Entretanto, o conceito que parece atrair mais os interessados em "teorias da conspiração" é este: a "Nova Ordem Mundial da Informação e da Comunicação", um projeto internacional que visa reorganizar os fluxos globais de informação e comunicação por meio de ações governamentais, empresariais, etc. O fato é que, pelo menos ao que parece até, tudo isto não passa de especulações. Quanto às "provas" que algumas pessoas afirmam que existem, ainda parecem apenas questões de pontos de vista.

Fontes:
  • "The World Almanac and Book of Facts" ("O Almanaque e Livro Mundial dos Fatos") - publicado pela K-III Communication Company , dos Estados Unidos.
  • "Almanaque Abril-Mundo", da Editora Abril. 
  • "Anjos e Demônios", de Dan Brown - Editora Sextante. 
  • Ilustrações: Wikipedia e Arquivo Google.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Os Misteriosos Arcanos - Que mensagens eles nos trazem?

Eles estão presentes
em cartas de tarô,
histórias em quadrinhos
e até em igrejas.



Mas, afinal, o que são os arcanos? Que mensagens eles nos transmitem ou tem o objetivo de nos transmitir? Nas cartas de tarô, há os Arcanos Maiores e os Arcanos Menores, sendo que algumas dessas cartas são marcadas com números em algarismos romanos ou arábicos. Com esses mesmos algarismos também são marcados os títulos de reis, imperadores e papas  - D. Pedro I, D. Pedro II, imperadores do Brasil; Henrique III ("Henry III"), Elizabeth II, rei e rainha da Inglaterra; os papas João 23, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento 16, etc. Esses números identificam pessoas que receberam títulos homenageando pessoas com esses nomes que os antecederam, mas também são chamados "números arcanos". 
"Arcano" é uma palavra proveniente do latim ("arcanus") que significa "misterioso", "enigmático".  No Tarô, os arcanos são cartas de baralho que representam algo oculto ou desconhecido. O baralho contém 78 cartas divididas entre "Arcanos Maiores" e "Arcanos Menores". O significado de cada conjunto de cartas é relacionado mais importantes (Arcanos Maiores) e menos importantes (Menores). Os Arcanos Maiores são as 22 cartas principais.
Os arcanos estão presentes em nossas vidas com muito mais frequência do que as pessoas costumam imaginar. Estão nas marcas das roupas, nas embalagens dos produtos que consumimos, em logomarcas, logotipos, no exterior e no interior de igrejas, em histórias em quadrinhos, em filmes, etc. Não estou me referindo a supostas "mensagens subliminares" como dizem que existem por aí. Quando você vê, por exemplo, a marca que aparece na ilustração abaixo numa peça de vestuário ou num calçado, você sabe que se trata de um produto fabricado pela Adidas. Mas talvez esse logotipo lhe revele mais do que o nome da empresa fabricante. Se você já usou produtos da Adidas e gostou, lembrará da qualidade dos produtos que você já conhece e provavelmente achará que valerá a pena comprar aquele. O logotipo tem, portanto, uma mensagem oculta que você não percebeu, mas lhe convenceu. Por isto, ele é um arcano.

 
Arcanos são, portanto, mensagens "mostradas" mas nem sempre "reveladas". Ou seja: você vê a mensagem através de um símbolo, mas não a percebe. Eles estão em imagens de santos, nas paredes das igrejas, nas figuras que decoram as catedrais interna e externamente, em capas de livros, nos carros, nas motocicletas e em cerca de 90% de tudo que você usa e consome todos os dias. Estão presentes até nas músicas que ouvimos.
Você duvida? Repare que tem gente que não gosta de músicas que não sejam cantadas em português, mas gostam de ouvir músicas apenas instrumentais (aquelas que não são cantadas, apenas executadas por bandas ou orquestras). Se essas pessoas gostam de ouvir canções em português porque entendem o que a letra diz, elas talvez não percebam, mas recebem a mensagem contida na música instrumental que lhe agrada. 

domingo, 20 de abril de 2014

Cientistas Garantem que Encontraram o Santo Graal

A relíquia mais procurada 
e mais polêmica do mundo
pode ter sido encontrada
em León, na Espanha.  



Uma reportagem mostrada ontem (domingo, 20 de abril de 2014) no Fantástico (Rede Globo de Televisão) informou que um grupo de cientistas espanhóis garantiu que encontrou o Santo Graal. A relíquia histórica e religiosa mais polêmica do mundo - e também a mais procurada nos últimos dois mil anos - pode ter sido encontrada na cidade de León, no noroeste da Espanha. Por motivos óbvios, é claro se isto for verdade, o que será mostrado a turistas que se dirigirem ao local para vê-lo será uma imitação, não o cálice original. No entanto, isto não significará que ele não tenha sido encontrado. 
A história do Cálice Sagrado tem atravessado gerações e gerações desde quando Jesus foi crucificado. Conta a tradição que este cálice foi o que Jesus usou ao tomar vinho com os apóstolos em sua famosa "Última Ceia". A mesma tradição diz que, quando Jesus agonizava na cruz, José de Arimateia, com o mesmo cálice nas mãos, aproximou-se da crus e usou o objeto para guardar parte do sangue proveniente das feridas do Cristo. Veja as histórias e lendas sobre o Santo Graal aqui: O Santo Graal - Que segredos ele pode revelar? Veja também nos dois vídeos acima a história da procura pelo cálice desde sua origem. 
A revelação contida no livro que foi lançado na semana passada pode atrair para a pequena cidade de León turistas e peregrinos provenientes de diversas partes do mundo. Na cidade, existe a Basília de Santo Isidoro. Atualmente á basílica é um museu e, segundo os cientistas, é nela que o Santo Cálice está guardado. Objeto central de vários filmes de ficção científica, tema do livro "O Código Da Vinci", de Dan Brown, mencionado até num dos filmes das aventuras de Indiana Jones, citado numa das histórias do rei Arthur, O Santo Graal é um dos objetos mais cobiçados do mundo, inclusive por acreditar-se que nele podem ser encontrados segredos que a Igreja Católica vem mantendo há séculos.
A primeira suspeita de que o objeto encontrado no museu poderia ser o Graal veio de Margarita Torres Sevilla. Professora de História Medieval da Universidade de León, ela foia primeira pessoa a visualizar uma relação entre o objeto encontrado no museu e alguns fatos narrados na Bíblia e em escritos da Idade Media. Ela disse que pesquisava objetos históricos de origem islâmica no museu quando um cálice aparentemente do antigo Egito surgiu diante de si. Isto despertou sua atenção: "Como um cálice egípcio veio para aqui em León?". 
Ela formou uma equipe de cientistas de sua confiança e foi com eles até o Cairo, no Egito. Lá eles descobriram que o cálice pertenceu a um califa que governou no norte da África no século XI. Quando o Egito passou por uma grande crise de miséria e fome, um rei de Dénia enviou comida para os egípcios. Em troca, ele pediu a relíquia sagrada que estava guardada na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, desde o ano 400. Sua intenção era dar o cálice como presente para o rei Fernando de León. O pesquisador Manuel Ortega explicou que Fernando era o monarca mais importante da Península Ibérica naquela época. "Por isto era muito interessante, para o reino de Dénia, agradar ao vizinho do reino mais potente."
Dénia é atualmente um município da província espanhola de Alicante. É lá que se encontra
O Castelo de Dénia
- foto: Wikipedia -
 o famoso Castelo de Dénia (foto), uma fortificação construída por muçulmanos no alto de uma colina, na primeira metade da Idade Média. Sua construção foi feita sobre o que restava de construções bem mais antigas.
O cálice foi parar nas mãos da Princesa Orraca, filha do rei Fernando. Para Manuel Ortega, a prova mais importante de que a princesa Orraca sabia da importância daquele cálice, tanto que ela mesma mandou que ele fosse ornamentado com diamantes e outras pedras preciosas. Assim disfarçado, o Graal teria passado por despercebido por todos esses séculos. Ortega não tem dúvida de que o objeto encontrado é mesmo o tão procurado Santo Graal.
Fontes:

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A Janela de Glenn Beck

Capa da edição brasileira
da obra de Glenn Beck.
 

Como Dan Brown 
em "O Código Da Vinci"
e "Ponto de Impacto",
Glenn Beck parace estar
tentando abrir os olhos do leitor
para algo real
através de uma história de suspense.





O autor.
A história começa com um homem usando um telefone público numa área remota, no deserto de Mojave, na Califórna, Estados Unidos. Ele conversa com uma mulher sobre uma "estrutura" misteriosa que ele mesmo descobriu, e durante a conversação é assassinado com um tiro. A partir daí, desenrola-se um enredo com um misto de personagens fictícios (ou talvez com nomes modificados) e organizações que realmente existem. Ente elas: o "Army of God" ("Exército de Deus"), um grupo que, segundo dizem, é formado por pessoas que se dizem cristãs que protestam contra o aborto de crianças mas promovem ataques terroristas; o Minutemen, grupo formado por milhares de voluntários civis norte americanos armados que se revesam na fronteira com o México; e outros.
A história é sobre uma conspiração contra os Estados Unidos, preparada há cem anos para ocorrer a qualquer momento, que pode ocorrer a qualquer momento, e que poderá mudar muitas coisas em todo o mundo. Nela, o autor faz perguntas diretas ao leitor de qualquer país: E se você de repente descobrisse que a escolha da roupa que você vestiu hoje pela manhã não foi exatamente sua? E se você descobrisse, repentinamente, que muito do que você sempre acreditou nunca passou de farsas? E se você descobrisse que sua "independência pessoal" nunca existiu e que seus atos sempre foram em obediência a um "comando externo" sem você desconfiar disto?
O fato de muitas coisas nessa história de ficção poder estar relacionado a fatos reais começa pelos dados a respeito do próprio autor. Gleen Beck é um dos mais mais conceituados jornalistas dos Estados Unidos, produz e apresenta programas jornalísticos sobre política (noticiários, debates, entrevistas), é comentarista político e autor vários "best sellers" com um milhão de livros já vendidos desde meados dos anos 1990. Alguns deles:
Ficção: 

  • "The Christmas Sweater" ("O Suéter de Natal"), 
  •  
  • (2010) "The Overton Window" ("A Janela de Overton"); 
  •  
  • (2011) "The Snow Angel" ("O Anjo de Neve"), em parceria com Nicole Baart; 
  •  
  • (2012) "Agenda 21".  A "Agenda 21" é um documento que foi elaborado durante a Eco 92, a conferência internacional sobre meio ambiente que ocorreu no Rio de Janeiro. É considerada como
  •  
     um instrumento para planeja a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
    Entre suas obras de não-ficção constam "The Real America" ("A Verdadeira América"), "The Original Argument" ("O Argumento Original"), "The Seven Wonders That Will Change Your Life" ("As Sete Maravilhas que Mudarão a Sua Vida"), etc. Destaca-se o que foi lançado no ano passado: "Cowards: What Politicians, Radicals, and the Media Refuse to Say" ("Covardes: O que Políticos, Radicais e a Mídia se Recusam a Dizer").
    Em "A Janela de Overton", apresentado como obra de ficção, o personagem principal se chama "Noah" - o mesmo nome de Noé, o personagem bíblico escolhido por Deus para escapar do Dilúvio com sua família. Para ser mais exato, é Noah Gardner, um executivo de relações públicas, filho de um grande empresário, que sempre esteve protegido dos problemas do mundo por seu pai até o dia em que, através de uma jovem ativista política, descobre que os Estados Unidos e o mundo tal como o conhecemos estão prestes a serem modificados. No segundo capítulo, durante uma reunião, seu pai, Allan Parker, alerta aos participantes - entre estes, um representante do governo norte americano - sobre algo que poderá modificar suas vidas, e relembra um fato ocorrido em 2004: o tsunami que causou grandes tragédias na Indonésia e em vários países do sul da Ásia. Realmente é uma obra de ficção? Um alerta sobre o que está por vir, e que de alguma poderá influenciar nas vidas de todos nós? 

    segunda-feira, 11 de novembro de 2013

    O que há de verdade por trás do "666"?

    "666" - quadro de William Blake.
    Muitas pessoas
    evitar falar, ler ou ouvir falar sobre este número,
    mas todos tem
    o direito de dizer o que pensam.








    Muitas pessoas se referem a ele como "o Número da Besta". O que nem todas estas pessoas sabem, neste caso, é que a palavra "besta" se refere a uma figura relatada no Apocalipse, o último livro da Bíblia cristã - ou seja, o último livro do Novo Testamento, cuja autoria é atribuída a João, discípulo de Jesus. No capítulo 13 do Apocalipse, consta que, quando João estava na ilha de Patmos, viu surgir do mar uma besta de sete cabeças e dez chifres, corpo semelhante ao de um leopardo, bocas como as dos leões e pés como os dos ursos. No texto, está relatado que, na visão de João, a besta interagia com um dragão enquanto surgia da terra outra besta de dois chifres, ainda mais poderosa do que a primeira. Acrescenta que esta segunda dizia algo ao dragão, e seus dois chifres eram como os de um cordeiro. 
    Os "significados" desses sinais são nada mais do que simples interpretações pessoais. São formas de sustentar, em muitos casos, acusações sem bases sólidas que possam ser consideradas como provas ou confirmações. É, em muitos casos, uma forma de combater tendências políticas. Alguns "evangélicos" - não necessariamente as igrejas, mas alguns de seus membros - vêem no dragão, por este ser vermelho, o ateísmo pregado por alguns líderes socialistas ou comunistas (mas nem todo defensor do comunismo ou do socialismo é ateu). Muitos dizem que a "besta negra" representa a Maçonaria por esta agir na sombra, aparecendo em toda parte mas de forma escondida. As "patas de ursos e as bocas de leões" são relacionadas por eles aos atuais veículos de comunicação social, que persuadem as pessoas a comprar coisas por meio de propagandas.
    Muitos católicos (não a Igreja Católica) afirmam que a besta citada no Apocalipse é o Império Romano, por ter sido um estado pagão. No entanto, foi em Roma que o cristianismo propriamente dito e a Igreja Católica começaram a existir. Devemos ainda destacar que até hoje o latim, idioma do Império Romano atualmente considerado como "língua morta", ainda é um dos idiomas oficiais no Vaticano, amplamente utilizado nas principais cerimônias.
    É preciso lembrar que a Maçonaria, que tem realizado grandes feitos em prol do acesso à cultura e ao conhecimento para todos, durante séculos teve que agir de forma escondida porque os maçons eram perseguidos e assassinados pela própria Igreja e por ordem desta, que via neles uma representação do fim de muitos privilégios dos quais o clero gozava social e politicamente.
    Quanto aos veículos de comunicação social - jornais, redes de televisão e rádio, etc. - devemos lembrar que tanto a Igreja Católica como muitas entre as demais igrejas que se dizem cristãs são proprietárias de alguns deles. No Brasil, a Igreja Católica tem a Rede Vida e a Rede Canção Nova, e as demais, além de terem redes de TV próprias, ocupam horários em outras com seus programas anunciando vendas de livros, CDs, DVDs e outros objetos através de suas próprias propagandas.
    A tradição cristã chama de "número da Besta" o número correspondente ao "sinal" ou "marca" da Besta. Há outras variantes, mas na maioria das vezes é citado como "666". Segundo estudiosos que afirmam ter encontrado este número em antigos manuscritos gregos - tanto em forma numérica grega como por extenso no idioma grego - na realidade era cópias de um protótipo originalmente escrito em hebraico. Porém, ha também especialistas que afirmam que não há confirmação que garanta que esse protótipo tenha sido original. De qualquer forma, a versão mais conhecida por nós é a que está na Bíblia atual:
    "...e faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, a não ser aquele que tiver o sinal ou o nome da Besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Que aquele que possa entender calcule o número da Besta, pois é o número do homem, e esse número é seiscentos e sessenta e seis."

    Fontes:
    • Wikipedia
    • A Bíblia
    • "The World's Religions" - Lion Handbooks - UK (United Kingdon)

    quinta-feira, 7 de novembro de 2013

    O Misterioso Assassinato de Karl Brugger - 3ª Parte

    A morte de Roldão Pires Brandão
    também foi queima de arquivo?
    Ainda hoje 
    suspeita-se que 
    a morte de Roldão Pires Brandão
    tenha relação
    com o assassinato 
    de Karl Brugger. 






    Como foi dito no artigo anterior, o suiço Erich von Däniken, autor do já então best seller "Eram os Deuses Astronautas?", veio ao Brasil e também teve um encontro com Tatunka Nara em Manaus, e que este lhe contou sobre a existência de um misterioso "objeto cantante" em Akahim. Foi então organizada uma expedição a Akahim com a participação do arqueólogo brasileiro Roldão Pires Brandão, já então famoso por suas pesquisas sobre civilizações desparecidas. Num encontro científico em Chicago (Estados Unidos) em 1978, von Däniken disse que o objetivo da expedição era encontrar o tal objeto, mas pouco tempo depois uma edição da revista "Ancient Skies" revelou que von Däniken mencionou problemas criados por Roldão, e que este foi morto pelo disparo de uma bala de sua própria arma. Logo surgiu a versão de que a morte do arqueólogo brasileiro teria ocorrido acidentalmente por causa de um manuseio indevido de sua própria arma. O fato é que a morte de Roldão fez com que a equipe retornasse a Manaus antes de cheegar a Akahim.
    Erich von Däniken contou à revista que eles subiram o rio Negro e entraram num afluente do rio Amazonas até um ponto em que foram obrigados a abandonar o barco e seguir a pé porque a região era montanhosa. O suíço disse que foi no sopé de uma das montanhas que a morte de Roldão ocorreu. No entanto, no mesmo comunicado, von Däniken fez questão de deixar claro que o brasileiro se feriu intencionalmente para forçar o retorno da expedição.
    Von Däniken disse que tinha a intenção de organizar uma nova expedição a Akahim com Tatunka Nara entre abril e maio de 1979 por este período ser anualmente o de chuvas suficientes para permitir que as ruínas das três cidades fossem encontradas. Entretanto os planos tiveram que ser modificados, pois Tatunka Nara não concordou em ser guia do grupo. Na mesma ocasião, houve rumores de que um grupo de ingleses estava pretendendo chegar às ruínas vindo da Venezuela. Soube-se então que, pouco tempo antes de sua morte, Roldão havia revelado à imprensa que encontrara as misteriosas pirâmides amazônicas antes reveladas por Karl Brugger. Na época aviões especialmente fretados sobrevoaram várias vezes a região do alto rio Negro. No dia 1° de março de 1979, uma edição da revista Veja trouxe uma reportagem de cinco páginas mostrando estruturas em forma de pirâmides cobertas por vegetação. Até hoje, há quem diga que aquelas formações eram apenas morros, mas, para muitos, as mortes de Karl Brugger e Roldão Pires Brandão ainda não estão devidamente explicadas. 

    terça-feira, 5 de novembro de 2013

    O Misterioso Assassinato de Karl Brugger - 2ª Parte

    Erich von Däniken
    Tatunka Nara 
    relatou a Erich vom Däniken 
    sobre um misterioso
    "objeto cantante"
    trazido por "deuses vindos do céu".




    Como eu disse no artigo anterior, Erich von Däniken tomou conhecimento do caso através do mesmo piloto que o havia contado a Karl Brugger. Em 1977, von Däniken encontrou Tatunka Nara em Manaus, e este lhe revelou que havia na região, além da cidade de Akakor, outras duas: Akahim e Akanis. Contou-lhe que em Akahim existia um objeto muito antigo, entregues aos sacerdotes Mogulalas por "deuses vindos do céu". Ainda segundo o mestiço, de acordo com as tradições indígenas, esse objeto começaria a "cantar" quando os "deuses" estivessem para retornar.
    Erich von Däniken encarregou Ferdinand de acompanhar Tatunka Nara até Akahin a obter esse objeto cantante a qualquer custo. Foi organizada uma expedição com um barco a motor, armas e remédios, da qual participou o arqueólogo brasileiro Roldão Pires Brandão. 
    Em julho de 1978, realizou-se em Chicago, nos Estados Unidos, a quinta reunião da Ancient Astronauts Society ("Sociedade sobre Astronautas Antigos"). Von Däniken participou o evento, e na ocasião relatou os fatos aqui citados. Ele disse aos demais participantes que esperava que a expedição obtivesse sucesso e trouxesse o tão aguardado objeto que comprovaria que houve no passados um contato ente os índios locais e extraterrestres. Porém, misteriosamente, Roldão foi atingido por uma bala de sua própria arma. Isto fez com que a expedição retornasse para Manaus quando já estava a apenas dois dias de distância de Akahim. Fica no ar a pergunta: foi mais uma "queima de arquivo"?
    O caso continuará a ser o tema na próxima postagem.

    segunda-feira, 4 de novembro de 2013

    O Misterioso Assassinato de Karl Brugger

    Supõe-se que o que Karl Brugger sabia sobre Akakor
    incomodava certas pessoas. 
    O jornalista alemão
    assassinado no Brasil 
    havia revelado fatos 
    que nenhum brasileiro
    quis publicar.




    Até hoje o crime ocorrido na cidade do Rio de Janeiro em 3 de janeiro de 1984 está tão envolto em mistérios quanto a principal causa que lhe é atribuída: a cidade perdida de Akakor, que teria existido na Amazônia brasileira, mais exatamente na região de fronteira entre o Brasil, a Bolívia e o Peru. O assassinato ocorreu em plena luz do dia, numa rua do centro da cidade: um homem simplesmente se aproximou do jornalista, disparou um tiro e fugiu correndo em meio à multidão assustada. Tudo leva a crer que se trata de uma "queima de arquivo".
    De fato, a vítima, o jornalista alemão Karl Brugger sabia a respeito de assuntos tidos como "notoriamente proibidos", como disse o arqueólogo e antropólogo brasileiro Aurélio M. G. de Abreu em seu livro "Reinos Desaparecidos e Povos Condenados". Realmente Brugger foi o autor de "As Crônicas de Akakor", livro que se tornou um dos mais vendidos nos Estados Unidos e na Alemanha, mas que  nenhuma editora brasileira quis publicar.
    O livro continha narrativas baseadas em lendas e tradições existentes na Amazônia sobre Akakor, a cidade de uma suposta civilização desaparecida antes de 1500. O que se sabe dessa história é que em 1971, numa rua de Manaus (AM), um piloto da Swissair, Ferdinand Schmidt, conversava em alemão com outro membro da tripulação quando foi abordado por um homem esfarrapado que, em alemão, pediu que lhe pagasse uma refeição. O aviador ficou surpreso ao perceber que o nativo soubesse falar alemão tão bem, mas este lhe explicou que sua mãe era uma índia e seu pai era um alemão. Este homem é outro que se tornaria mais um personagem envolto em mistérios até hoje: seu nome verdadeiro é Hans Guenther Hauck, nascido em 5 de outubro de 1941, mas é mais conhecido como Tatunka Nara, e trabalha como guia para visitantes na floresta.
    Tatunka Nara
    O mestiço disse ao piloto que vivia como índio, na tribo Ugha Mogulala, e que entre 1939 e 1941 - o auge da Segunda Guerra Mundial - esses índios receberam em suas aldeias cerca de 2 mil soldados alemães enviados por Adolf Hitler, que pretendia invadir o Brasil transportando armas e diversos equipamentos. Tatunka Nara disse que os soldados nazistas permaneceram na região até o início de 1945, ano em que a guerra terminou. Ele disse que alguns soldados voltaram para a Alemanha, mas também alguns permaneceram convivendo com os índios.
    Após voltar para a Alemanha, o piloto da Swissair contou esta história ao jornalista Karl Brugger, conhecido como especialista em temas considerados "fantásticos". Pouco tempo depois, Brugger veio para o Brasil e, sem dificuldades, encontrou Tatunka Nara em Manaus. O mestiço lhe repetiu as mesmas informações que havia dado ao piloto e o jornalista as gravou. Em 1972, Brugger e Tatunka Nara foram para o interior da floresta para encontrar aquilo que ele suspeitava que Hitler acreditava existir na região e por isto queria invadi-la: a cidade perdida de Akakor. Ao voltar a Manaus, o jornalista se manteve reticente sobre os resultados dessa viagem, mas em 1976 surgiu na Alemanha a primeira versão de seu livro, "Die Chronik von Akakor" ("As Crônicas de Akakor"), no qual ele narrava a chegada do contingente nazista ao Brasil e a relação dos soldados com os índios Ughla Mogulala. Logo após o lançamento da edição alemã surgiu nos Estados Unidos a edição em inglês com o título "The Chronicles of Akakor". Com o sucesso de vendas de ambas as edições, muitos foram os grupos de cientistas e aventureiros em busca da "cidade perdida" na Amazônia Brasileira. Em 1974, o suiço Erich von Däniken, que se tornou mundialmente famoso pelo seu livro "Eram os Deuses Astronautas?", também veio ao Brasil para encontrar Tatunka Nara e as ruínas da "cidade perdida", e ouviu do mestiço uma narrativa a respeito de um misterioso "objeto cantante". Isto é o que será abordado na segunda parte desta série de artigos sobre o crime que ficou conhecido como o Caso Karl Brugger.

    Fontes: 
    • Wikipedia
    • "Reinos Perdidos, Povos Desaparecidos", de Aurélio M. G. de Abreu - Editora Hemus - São Paulo, SP (Brasil).
    Ilustrações: Arquivo Google

    segunda-feira, 28 de outubro de 2013

    A Maçonaria e suas influências na Independência do Brasil


    Um resumo
    A pirâmide com o olho em seu topo ou acima dela,
    a letra G e o número 7
    são símbolos de várias organizações secretas ou discretas
    (veja qual é a diferença entre elas no artigo
    "Do Priorado de Sião à Maçonaria atual").
    Também aparecem em muitos códigos,
    são citados em quase toa a Bíblia,
    em vários mitos e em várias religiões.  
    da história da Maçonaria - de sua origem até a independência do Brasil.








    A mensagem em latim contem 29 letras.
    Ou seja: o número 7 três vezes. 





















    A origem da letra G está relacionada à da letra C. Os fenícios a chamavam de "gimel", e a usavam tanto para representar os sons do C como os do próprio G. Ao ser adotado pelos gregos, o G passou a se chamar "gama" e continuou sendo mantido como a terceira letra do alfabeto - precedido por "alfa" e "beta", que originaram os nossos A e B. Mais tarde, assumiu o significado de sons próprios quando o C se manteve como a terceira letra e o G - que antes tinha a mesma forma do C - adquiriu a forma que tem hoje no nosso alfabeto, passando a ser a sétima letra. A partir daí o C passou a ter o mesmo som do K em algumas palavras e de S em outras, como acontece, na língua portuguesa, nas palavras "carro" e "cebola". Na Grécia, o "gama", representado com forma "C" recebeu um pequeno traço que lhe deu a forma que tem até hoje: G. Isto ajudou a definir os sons que essa letra tem ainda hoje, gutural como em certas palavras da língua portuguesa ("ganhar", "garoto", "gula", etc.) e palatal em outras ("gênio", "girafa", etc.).

    A Maçonaria e sua influência nas independências dos países americanos
    - especialmente Estados Unidos e Brasil -

    A letra G se tornou um dos símbolos da Maçonaria e de várias outras entidades secretas e discretas existentes em todo o mundo. Certamente isto tem uma relação com o 7, já que o G é a sétima letra do alfabeto. No Brasil, a Maçonaria teve influência decisiva no processo de independência em relação a Portugal. A data, 7 de setembro de 1822, já tem o número 7 representando o dia do fato. O mês de setembro tem este nome porque antigamente era de fato o sétimo mês do ano.
    A concretização das independências dos Estados Unidos e do Brasil já estava sendo traçada praticamente desde o avanço da Maçonaria pela Europa. Muitas pessoas perguntam o que uma coisa tem a ver com a outra, mas não é tão difícil seguir a trilha da história passo a passo. Não é uma sociedade secreta, é uma sociedade discreta. 
    Numa sociedade secreta, os iniciados tem acesso a certos conhecimentos que, segundo seus membros, não devem ser compartilhados publicamente porque os não iniciados não seriam capazes de compreendê-los corretamente. Numa sociedade discreta (Maçonaria, Rosa-Cruz, entre outras), é aceita a afiliação de todos os cidadãos comprovadamente de bons costumes, quaisquer que sejam suas raças, nacionalidades, credos, tendências políticas ou filosóficas. Não são aceitos os adeptos do comunismo teotérico por se considerar que estes negam às pessoas o direito à liberdade individual da auto-determinação. É chamada "sociedade discreta" por realizar ações filantrópicas e outras de interesse público, porém sem divulgar essas realizações por considerar um princípio básico: se você faz um bem, não há necessidade do que você faz se tornar de conhecimento público.
    O nome "Maçonaria" vem da palavra francesa "maçonnerrie", que, dependendo do contexto em que é inserida mesmo em francês, pode significar "pedreira", "alvenaria" ou "construção". No caso da confraria, o sentido é de "construção", pois cada maçom tem a função de ser auxiliar do "Grande Arquiteto" (Deus) na continuidade da construção do mundo e de todo o Universo - que, por não ter limites, não pára de ser construído.
    Vários autores informam que a história da Maçonaria começou na Idade Média. Outros apresentam indícios, segundo eles, de que a origem da Maçonaria é muito mais antiga, remontando a um período chamado "Pré-Maçonaria" ou "Maçonaria Primitiva". Esse período abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da História da Humanidade até o início da Maçonaria Operativa. Este, sim, é o período que marca a origem iniciática da fraternidade, e que por sua vez deu origem à Maçonaria moderna,  que começou no período da Idade Média em que se iniciaram as construções de igrejas e catedrais na Europa.
    Por falta de conhecimento mais profundo, muitos leigos até hoje relacionam a Maçonaria a coisas como ocultismo, magia e outras crendices. Isto demonstra total desconhecimento do sistema filosófico e doutrinário da confraria, que não é totalmente secreto: grande parte desse sistema é disponibilizado ao conhecimento público. Sabe-se, por exemplo, que a Maçonaria adota princípios como os das Guildas, de Compagnonnage e de Steinmetzen.
    As Guildas eram associações criadas na Inglaterra durante o século XII para regulamentar o processo produtivo artesanal em cidades com mais de 10 mim habitantes. Elas estabeleciam uma hierarquia em cuja base estavam os aprendizes, acima destes os "oficiais" (que hoje chamaríamos de "auxiliares de instrução") e, no ápice, os mestres. Em outras palavras: as Guildas eram o que hoje, em debates sobre temas empresariais, chamamos de "corporações de ofício
    ", que visam a qualificação de funcionários. "Compagnonnage" e "Steinnetzen" eram respectivamente como as Guildas eram chamadas respectivamente na França e na Alemanha.
    Você ainda deve estar se perguntando o que isto tudo tem a ver com as independências dos Estados Unidos e do Brasil. Calma! Lembre-se que eu disse que a trilha da História deve ser seguida passo a passo porque os detalhes são importantes para o melhor entendimento. A Maçonaria dos dias atuais teve início em 1717, unindo os princípios da Maçonaria Operativa com alguns elementos fundamentais do pensamento iluminista. Ao mesmo tempo, não perdeu seus vínculos com suas origens desde a criação da Ordem dos Cavaleiros Templários (ver 
    http://teoconspi.blogspot.com.br/2012/11/o-santo-graal-nas-teorias-de-conspiracao.html). Desde aquela época, os Templários, ferrenhos defensores dos direitos do povo aos conhecimentos através das ciências e das artes, passaram a ser também ferrenhamente perseguidos pela Igreja, que se colocava como representante de Deus perante o mundo e como sendo ela mesma o  próprio Centro do Universo. Essa condição fazia com que os representantes da Igreja gozassem de muitos privilégios políticos e sociais que eles não queriam perder. Portanto, o clero via nas ações dos Templários o rico de perderem seu domínio sobre o povo. Assim, a Igreja passou a perseguir, matar e mandar matar qualquer pessoa que ousasse desobedecer às determinações da própria Igreja, especialmente os Templários - e depois os maçons.
    Apesar das perseguições, das muitas torturas e mortes a plicadas a muitos muitos maçons pela Igreja e por governantes, os maçons seguiram em frente. A Maçonaria cresceu e se desenvolveu rapidamente por toda a Europa, chegando em Portugal quando o país era governado pelo rei D. José I. Porém, em 1717, após a posse da rainha D. Maria I, a Maçonaria sofreu grande perseguição em Portugal, tendo sido banida e proibida no país e em suas colônias, entre as quais se encontrava o Brasil. Mas o que ocorreu em Portugal não ocorreu em toda a Europa, de modo que a confraria ainda encontrou forças para se reerguer, inclusive nas colônias das nações europeias nas Américas.
    A maioria das independências ocorridas no continente americano a partir do século XVII se deu pro influência da Maçonaria. Isto porque nessas colônias já se haviam estabelecido as Grandes Lojas, das quais participavam membros que haviam estudado em universidades europeias, principalmente francesas. Isto certamente não foi uma simples coincidência, considerando que os principais líderes da Ordem dos Templários eram franceses, e que o cerne da Ordem, quando esta começou, era intimamente relacionada aos Merovíngios, e que estes eram membros de uma dinastia que governou a antiga Gália do século V ao século VIII. A Gália era uma região da qual fazia parte do território ocupado pela atual França. Os Merovíngios governavam os francos, povo de origem germânica que fundou a França. Isto também nos facilita entender por que todas as independências ocorridas na América a partir do século VII teve como base a Revolução Francesa, que tinha como princípios a liberdade, os direitos iguais para todos e a fraternidade - exatamente os mesmos pregados pela Maçonaria. Antes dessas independências ocorrerem, houve em Londres um encontro chamado Grande Reunião Americana (apesar de ter ocorrido na Inglaterra, um país europeu) do qual participaram Simón Bolívar, José de San Martin e Bernardo O'Higgins Riquelme. Pouco tempo depois, Bolívar se tornou o líder dos movimentos de independência do Chile, da Bolívia (que tem este nome em sua homenagem), da Venezuela, do Equador e do Peru. San Martín foi um militar argentino que participou dos processos de independência da Argentina, do Chile e do Peru. O militar chileno O'Higgins libertou o Chile e se tornou o primeiro chefe de Estado do país.
    Todos os libertadores das colônias europeias na América eram maçons. George Washington era um deles. Ele liderou o Exército Continental durante a Revolução Americana que culminou com a independência dos Estados Unidos no dia 4 de outubro de julho de 1776. Foi também ele quem presidiu a convenção que elaborou a Constituição Federal dos Estados Unidos e se tornou o primeiro presidente do país.
    No Brasil, o processo foi bem mais longo. Após a "descoberta" em 1500, o país foi extremamento explorado pelo governo de Portugal. Suas principais riquezas naturais (ouro, pau brasil, diamantes, etc.) enriqueciam os tesouros portugueses enquanto na colônia o povo permanecia subjugado a condições precárias. Vários movimentos contra isto tiveram forte influência da Maçonaria: a Conjuração Baiana (em 1798, pela loja Cavalheiros da Luz), a Revolução Pernambucana (em 1817), e o mais famoso: a Inconfidência Mineira, que teve como líder o alferes Joaquim José da Silva Xavier ("Tiradentes"), que era Maçom e que foi enforcado e esquartejado após ter sido detido. Várias "coincidências" que a história oficial não enfatiza como deveria estão relacionadas à Inconfidência Mineira. A principal delas: o movimento eclodiu em Minas Gerais, um território riquíssimo em jazidas de ouro e pedras preciosas, exatamente no auge do período conhecido como "ciclo do ouro". Observa-se claramente um dos mais conhecidos símbolos maçônicos estampado na bandeira do estado de Minas Gerais: as palavras em latim ("Liberdade, embora tardia.") em torno do triângulo, que é uma das facas da pirâmide.
    O triângulo e as palavras em latim
    na bandeira de Minas Gerais,
    que foi elaborada
    participantes da inconfidência.
    O processo de independência do Brasil se acelerou com a chegada da Família Real em 1808. Dom João XVI, que assumiu sua condição de representante da Coroa Portuguesa como Príncipe Regente, elevou o Brasil a "Reino Unido de Portugal e Algarves" em 1815. Isto fez o Brasil sair de sua condição de colônia e trouxe avanços culturais, financeiros e comerciais, mas ainda não o tornou um país independente. Portugal estava em franca decadência econômica, e a Coroa Portuguesa passou a fazer certas exigências a D. João. Este, para evitar a perda de seu cargo, retornou a Portugal em abril de 1821, deixando como Príncipe Regente no Brasil seu filho, D. Pedro. O então jovem e inexperiente D. Pedro logo se viu rodeado de uma elite de Maçons. Preocupado com a situação no Brasil, o governo de Portugal baixou dois decretos fazendo o Brasil voltar a ser colônia e exigindo a ida imediata de D. Pedro para Portugal.
    No dia 24 de dezembro de 1821, D. Pedro fez um pronunciamento redigido por seu tutor, o líder da Maçonaria no Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva. Em 9 de janeiro de 1822, houve no Rio de Janeiro um encontro de líderes maçons do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O então presidente do Senado, o maçom José Clemente Pereira, fez um discurso contundente exigindo que D. Pedro ficasse no Brasil, e o Príncipe Regente imediatamente acatou tal exigência: "Diga ao povo que fico." Os movimentos se sucederam até o dia 7 de Setembro de 1822, quando finalmente houve a Proclamação da Independência do Brasil.

    Fontes: