Feliz Natal!
Feliz 2016!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Os Misteriosos Arcanos - Que mensagens eles nos trazem?

Eles estão presentes
em cartas de tarô,
histórias em quadrinhos
e até em igrejas.



Mas, afinal, o que são os arcanos? Que mensagens eles nos transmitem ou tem o objetivo de nos transmitir? Nas cartas de tarô, há os Arcanos Maiores e os Arcanos Menores, sendo que algumas dessas cartas são marcadas com números em algarismos romanos ou arábicos. Com esses mesmos algarismos também são marcados os títulos de reis, imperadores e papas  - D. Pedro I, D. Pedro II, imperadores do Brasil; Henrique III ("Henry III"), Elizabeth II, rei e rainha da Inglaterra; os papas João 23, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento 16, etc. Esses números identificam pessoas que receberam títulos homenageando pessoas com esses nomes que os antecederam, mas também são chamados "números arcanos". 
"Arcano" é uma palavra proveniente do latim ("arcanus") que significa "misterioso", "enigmático".  No Tarô, os arcanos são cartas de baralho que representam algo oculto ou desconhecido. O baralho contém 78 cartas divididas entre "Arcanos Maiores" e "Arcanos Menores". O significado de cada conjunto de cartas é relacionado mais importantes (Arcanos Maiores) e menos importantes (Menores). Os Arcanos Maiores são as 22 cartas principais.
Os arcanos estão presentes em nossas vidas com muito mais frequência do que as pessoas costumam imaginar. Estão nas marcas das roupas, nas embalagens dos produtos que consumimos, em logomarcas, logotipos, no exterior e no interior de igrejas, em histórias em quadrinhos, em filmes, etc. Não estou me referindo a supostas "mensagens subliminares" como dizem que existem por aí. Quando você vê, por exemplo, a marca que aparece na ilustração abaixo numa peça de vestuário ou num calçado, você sabe que se trata de um produto fabricado pela Adidas. Mas talvez esse logotipo lhe revele mais do que o nome da empresa fabricante. Se você já usou produtos da Adidas e gostou, lembrará da qualidade dos produtos que você já conhece e provavelmente achará que valerá a pena comprar aquele. O logotipo tem, portanto, uma mensagem oculta que você não percebeu, mas lhe convenceu. Por isto, ele é um arcano.

 
Arcanos são, portanto, mensagens "mostradas" mas nem sempre "reveladas". Ou seja: você vê a mensagem através de um símbolo, mas não a percebe. Eles estão em imagens de santos, nas paredes das igrejas, nas figuras que decoram as catedrais interna e externamente, em capas de livros, nos carros, nas motocicletas e em cerca de 90% de tudo que você usa e consome todos os dias. Estão presentes até nas músicas que ouvimos.
Você duvida? Repare que tem gente que não gosta de músicas que não sejam cantadas em português, mas gostam de ouvir músicas apenas instrumentais (aquelas que não são cantadas, apenas executadas por bandas ou orquestras). Se essas pessoas gostam de ouvir canções em português porque entendem o que a letra diz, elas talvez não percebam, mas recebem a mensagem contida na música instrumental que lhe agrada. 

domingo, 20 de abril de 2014

Cientistas Garantem que Encontraram o Santo Graal

A relíquia mais procurada 
e mais polêmica do mundo
pode ter sido encontrada
em León, na Espanha.  



Uma reportagem mostrada ontem (domingo, 20 de abril de 2014) no Fantástico (Rede Globo de Televisão) informou que um grupo de cientistas espanhóis garantiu que encontrou o Santo Graal. A relíquia histórica e religiosa mais polêmica do mundo - e também a mais procurada nos últimos dois mil anos - pode ter sido encontrada na cidade de León, no noroeste da Espanha. Por motivos óbvios, é claro se isto for verdade, o que será mostrado a turistas que se dirigirem ao local para vê-lo será uma imitação, não o cálice original. No entanto, isto não significará que ele não tenha sido encontrado. 
A história do Cálice Sagrado tem atravessado gerações e gerações desde quando Jesus foi crucificado. Conta a tradição que este cálice foi o que Jesus usou ao tomar vinho com os apóstolos em sua famosa "Última Ceia". A mesma tradição diz que, quando Jesus agonizava na cruz, José de Arimateia, com o mesmo cálice nas mãos, aproximou-se da crus e usou o objeto para guardar parte do sangue proveniente das feridas do Cristo. Veja as histórias e lendas sobre o Santo Graal aqui: O Santo Graal - Que segredos ele pode revelar? Veja também nos dois vídeos acima a história da procura pelo cálice desde sua origem. 
A revelação contida no livro que foi lançado na semana passada pode atrair para a pequena cidade de León turistas e peregrinos provenientes de diversas partes do mundo. Na cidade, existe a Basília de Santo Isidoro. Atualmente á basílica é um museu e, segundo os cientistas, é nela que o Santo Cálice está guardado. Objeto central de vários filmes de ficção científica, tema do livro "O Código Da Vinci", de Dan Brown, mencionado até num dos filmes das aventuras de Indiana Jones, citado numa das histórias do rei Arthur, O Santo Graal é um dos objetos mais cobiçados do mundo, inclusive por acreditar-se que nele podem ser encontrados segredos que a Igreja Católica vem mantendo há séculos.
A primeira suspeita de que o objeto encontrado no museu poderia ser o Graal veio de Margarita Torres Sevilla. Professora de História Medieval da Universidade de León, ela foia primeira pessoa a visualizar uma relação entre o objeto encontrado no museu e alguns fatos narrados na Bíblia e em escritos da Idade Media. Ela disse que pesquisava objetos históricos de origem islâmica no museu quando um cálice aparentemente do antigo Egito surgiu diante de si. Isto despertou sua atenção: "Como um cálice egípcio veio para aqui em León?". 
Ela formou uma equipe de cientistas de sua confiança e foi com eles até o Cairo, no Egito. Lá eles descobriram que o cálice pertenceu a um califa que governou no norte da África no século XI. Quando o Egito passou por uma grande crise de miséria e fome, um rei de Dénia enviou comida para os egípcios. Em troca, ele pediu a relíquia sagrada que estava guardada na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, desde o ano 400. Sua intenção era dar o cálice como presente para o rei Fernando de León. O pesquisador Manuel Ortega explicou que Fernando era o monarca mais importante da Península Ibérica naquela época. "Por isto era muito interessante, para o reino de Dénia, agradar ao vizinho do reino mais potente."
Dénia é atualmente um município da província espanhola de Alicante. É lá que se encontra
O Castelo de Dénia
- foto: Wikipedia -
 o famoso Castelo de Dénia (foto), uma fortificação construída por muçulmanos no alto de uma colina, na primeira metade da Idade Média. Sua construção foi feita sobre o que restava de construções bem mais antigas.
O cálice foi parar nas mãos da Princesa Orraca, filha do rei Fernando. Para Manuel Ortega, a prova mais importante de que a princesa Orraca sabia da importância daquele cálice, tanto que ela mesma mandou que ele fosse ornamentado com diamantes e outras pedras preciosas. Assim disfarçado, o Graal teria passado por despercebido por todos esses séculos. Ortega não tem dúvida de que o objeto encontrado é mesmo o tão procurado Santo Graal.
Fontes:

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A Janela de Glenn Beck

Capa da edição brasileira
da obra de Glenn Beck.
 

Como Dan Brown 
em "O Código Da Vinci"
e "Ponto de Impacto",
Glenn Beck parace estar
tentando abrir os olhos do leitor
para algo real
através de uma história de suspense.





O autor.
A história começa com um homem usando um telefone público numa área remota, no deserto de Mojave, na Califórna, Estados Unidos. Ele conversa com uma mulher sobre uma "estrutura" misteriosa que ele mesmo descobriu, e durante a conversação é assassinado com um tiro. A partir daí, desenrola-se um enredo com um misto de personagens fictícios (ou talvez com nomes modificados) e organizações que realmente existem. Ente elas: o "Army of God" ("Exército de Deus"), um grupo que, segundo dizem, é formado por pessoas que se dizem cristãs que protestam contra o aborto de crianças mas promovem ataques terroristas; o Minutemen, grupo formado por milhares de voluntários civis norte americanos armados que se revesam na fronteira com o México; e outros.
A história é sobre uma conspiração contra os Estados Unidos, preparada há cem anos para ocorrer a qualquer momento, que pode ocorrer a qualquer momento, e que poderá mudar muitas coisas em todo o mundo. Nela, o autor faz perguntas diretas ao leitor de qualquer país: E se você de repente descobrisse que a escolha da roupa que você vestiu hoje pela manhã não foi exatamente sua? E se você descobrisse, repentinamente, que muito do que você sempre acreditou nunca passou de farsas? E se você descobrisse que sua "independência pessoal" nunca existiu e que seus atos sempre foram em obediência a um "comando externo" sem você desconfiar disto?
O fato de muitas coisas nessa história de ficção poder estar relacionado a fatos reais começa pelos dados a respeito do próprio autor. Gleen Beck é um dos mais mais conceituados jornalistas dos Estados Unidos, produz e apresenta programas jornalísticos sobre política (noticiários, debates, entrevistas), é comentarista político e autor vários "best sellers" com um milhão de livros já vendidos desde meados dos anos 1990. Alguns deles:
Ficção: 

  • "The Christmas Sweater" ("O Suéter de Natal"), 
  •  
  • (2010) "The Overton Window" ("A Janela de Overton"); 
  •  
  • (2011) "The Snow Angel" ("O Anjo de Neve"), em parceria com Nicole Baart; 
  •  
  • (2012) "Agenda 21".  A "Agenda 21" é um documento que foi elaborado durante a Eco 92, a conferência internacional sobre meio ambiente que ocorreu no Rio de Janeiro. É considerada como
  •  
     um instrumento para planeja a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
    Entre suas obras de não-ficção constam "The Real America" ("A Verdadeira América"), "The Original Argument" ("O Argumento Original"), "The Seven Wonders That Will Change Your Life" ("As Sete Maravilhas que Mudarão a Sua Vida"), etc. Destaca-se o que foi lançado no ano passado: "Cowards: What Politicians, Radicals, and the Media Refuse to Say" ("Covardes: O que Políticos, Radicais e a Mídia se Recusam a Dizer").
    Em "A Janela de Overton", apresentado como obra de ficção, o personagem principal se chama "Noah" - o mesmo nome de Noé, o personagem bíblico escolhido por Deus para escapar do Dilúvio com sua família. Para ser mais exato, é Noah Gardner, um executivo de relações públicas, filho de um grande empresário, que sempre esteve protegido dos problemas do mundo por seu pai até o dia em que, através de uma jovem ativista política, descobre que os Estados Unidos e o mundo tal como o conhecemos estão prestes a serem modificados. No segundo capítulo, durante uma reunião, seu pai, Allan Parker, alerta aos participantes - entre estes, um representante do governo norte americano - sobre algo que poderá modificar suas vidas, e relembra um fato ocorrido em 2004: o tsunami que causou grandes tragédias na Indonésia e em vários países do sul da Ásia. Realmente é uma obra de ficção? Um alerta sobre o que está por vir, e que de alguma poderá influenciar nas vidas de todos nós? 

    segunda-feira, 11 de novembro de 2013

    O que há de verdade por trás do "666"?

    "666" - quadro de William Blake.
    Muitas pessoas
    evitar falar, ler ou ouvir falar sobre este número,
    mas todos tem
    o direito de dizer o que pensam.








    Muitas pessoas se referem a ele como "o Número da Besta". O que nem todas estas pessoas sabem, neste caso, é que a palavra "besta" se refere a uma figura relatada no Apocalipse, o último livro da Bíblia cristã - ou seja, o último livro do Novo Testamento, cuja autoria é atribuída a João, discípulo de Jesus. No capítulo 13 do Apocalipse, consta que, quando João estava na ilha de Patmos, viu surgir do mar uma besta de sete cabeças e dez chifres, corpo semelhante ao de um leopardo, bocas como as dos leões e pés como os dos ursos. No texto, está relatado que, na visão de João, a besta interagia com um dragão enquanto surgia da terra outra besta de dois chifres, ainda mais poderosa do que a primeira. Acrescenta que esta segunda dizia algo ao dragão, e seus dois chifres eram como os de um cordeiro. 
    Os "significados" desses sinais são nada mais do que simples interpretações pessoais. São formas de sustentar, em muitos casos, acusações sem bases sólidas que possam ser consideradas como provas ou confirmações. É, em muitos casos, uma forma de combater tendências políticas. Alguns "evangélicos" - não necessariamente as igrejas, mas alguns de seus membros - vêem no dragão, por este ser vermelho, o ateísmo pregado por alguns líderes socialistas ou comunistas (mas nem todo defensor do comunismo ou do socialismo é ateu). Muitos dizem que a "besta negra" representa a Maçonaria por esta agir na sombra, aparecendo em toda parte mas de forma escondida. As "patas de ursos e as bocas de leões" são relacionadas por eles aos atuais veículos de comunicação social, que persuadem as pessoas a comprar coisas por meio de propagandas.
    Muitos católicos (não a Igreja Católica) afirmam que a besta citada no Apocalipse é o Império Romano, por ter sido um estado pagão. No entanto, foi em Roma que o cristianismo propriamente dito e a Igreja Católica começaram a existir. Devemos ainda destacar que até hoje o latim, idioma do Império Romano atualmente considerado como "língua morta", ainda é um dos idiomas oficiais no Vaticano, amplamente utilizado nas principais cerimônias.
    É preciso lembrar que a Maçonaria, que tem realizado grandes feitos em prol do acesso à cultura e ao conhecimento para todos, durante séculos teve que agir de forma escondida porque os maçons eram perseguidos e assassinados pela própria Igreja e por ordem desta, que via neles uma representação do fim de muitos privilégios dos quais o clero gozava social e politicamente.
    Quanto aos veículos de comunicação social - jornais, redes de televisão e rádio, etc. - devemos lembrar que tanto a Igreja Católica como muitas entre as demais igrejas que se dizem cristãs são proprietárias de alguns deles. No Brasil, a Igreja Católica tem a Rede Vida e a Rede Canção Nova, e as demais, além de terem redes de TV próprias, ocupam horários em outras com seus programas anunciando vendas de livros, CDs, DVDs e outros objetos através de suas próprias propagandas.
    A tradição cristã chama de "número da Besta" o número correspondente ao "sinal" ou "marca" da Besta. Há outras variantes, mas na maioria das vezes é citado como "666". Segundo estudiosos que afirmam ter encontrado este número em antigos manuscritos gregos - tanto em forma numérica grega como por extenso no idioma grego - na realidade era cópias de um protótipo originalmente escrito em hebraico. Porém, ha também especialistas que afirmam que não há confirmação que garanta que esse protótipo tenha sido original. De qualquer forma, a versão mais conhecida por nós é a que está na Bíblia atual:
    "...e faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, a não ser aquele que tiver o sinal ou o nome da Besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Que aquele que possa entender calcule o número da Besta, pois é o número do homem, e esse número é seiscentos e sessenta e seis."

    Fontes:
    • Wikipedia
    • A Bíblia
    • "The World's Religions" - Lion Handbooks - UK (United Kingdon)

    quinta-feira, 7 de novembro de 2013

    O Misterioso Assassinato de Karl Brugger - 3ª Parte

    A morte de Roldão Pires Brandão
    também foi queima de arquivo?
    Ainda hoje 
    suspeita-se que 
    a morte de Roldão Pires Brandão
    tenha relação
    com o assassinato 
    de Karl Brugger. 






    Como foi dito no artigo anterior, o suiço Erich von Däniken, autor do já então best seller "Eram os Deuses Astronautas?", veio ao Brasil e também teve um encontro com Tatunka Nara em Manaus, e que este lhe contou sobre a existência de um misterioso "objeto cantante" em Akahim. Foi então organizada uma expedição a Akahim com a participação do arqueólogo brasileiro Roldão Pires Brandão, já então famoso por suas pesquisas sobre civilizações desparecidas. Num encontro científico em Chicago (Estados Unidos) em 1978, von Däniken disse que o objetivo da expedição era encontrar o tal objeto, mas pouco tempo depois uma edição da revista "Ancient Skies" revelou que von Däniken mencionou problemas criados por Roldão, e que este foi morto pelo disparo de uma bala de sua própria arma. Logo surgiu a versão de que a morte do arqueólogo brasileiro teria ocorrido acidentalmente por causa de um manuseio indevido de sua própria arma. O fato é que a morte de Roldão fez com que a equipe retornasse a Manaus antes de cheegar a Akahim.
    Erich von Däniken contou à revista que eles subiram o rio Negro e entraram num afluente do rio Amazonas até um ponto em que foram obrigados a abandonar o barco e seguir a pé porque a região era montanhosa. O suíço disse que foi no sopé de uma das montanhas que a morte de Roldão ocorreu. No entanto, no mesmo comunicado, von Däniken fez questão de deixar claro que o brasileiro se feriu intencionalmente para forçar o retorno da expedição.
    Von Däniken disse que tinha a intenção de organizar uma nova expedição a Akahim com Tatunka Nara entre abril e maio de 1979 por este período ser anualmente o de chuvas suficientes para permitir que as ruínas das três cidades fossem encontradas. Entretanto os planos tiveram que ser modificados, pois Tatunka Nara não concordou em ser guia do grupo. Na mesma ocasião, houve rumores de que um grupo de ingleses estava pretendendo chegar às ruínas vindo da Venezuela. Soube-se então que, pouco tempo antes de sua morte, Roldão havia revelado à imprensa que encontrara as misteriosas pirâmides amazônicas antes reveladas por Karl Brugger. Na época aviões especialmente fretados sobrevoaram várias vezes a região do alto rio Negro. No dia 1° de março de 1979, uma edição da revista Veja trouxe uma reportagem de cinco páginas mostrando estruturas em forma de pirâmides cobertas por vegetação. Até hoje, há quem diga que aquelas formações eram apenas morros, mas, para muitos, as mortes de Karl Brugger e Roldão Pires Brandão ainda não estão devidamente explicadas. 

    terça-feira, 5 de novembro de 2013

    O Misterioso Assassinato de Karl Brugger - 2ª Parte

    Erich von Däniken
    Tatunka Nara 
    relatou a Erich vom Däniken 
    sobre um misterioso
    "objeto cantante"
    trazido por "deuses vindos do céu".




    Como eu disse no artigo anterior, Erich von Däniken tomou conhecimento do caso através do mesmo piloto que o havia contado a Karl Brugger. Em 1977, von Däniken encontrou Tatunka Nara em Manaus, e este lhe revelou que havia na região, além da cidade de Akakor, outras duas: Akahim e Akanis. Contou-lhe que em Akahim existia um objeto muito antigo, entregues aos sacerdotes Mogulalas por "deuses vindos do céu". Ainda segundo o mestiço, de acordo com as tradições indígenas, esse objeto começaria a "cantar" quando os "deuses" estivessem para retornar.
    Erich von Däniken encarregou Ferdinand de acompanhar Tatunka Nara até Akahin a obter esse objeto cantante a qualquer custo. Foi organizada uma expedição com um barco a motor, armas e remédios, da qual participou o arqueólogo brasileiro Roldão Pires Brandão. 
    Em julho de 1978, realizou-se em Chicago, nos Estados Unidos, a quinta reunião da Ancient Astronauts Society ("Sociedade sobre Astronautas Antigos"). Von Däniken participou o evento, e na ocasião relatou os fatos aqui citados. Ele disse aos demais participantes que esperava que a expedição obtivesse sucesso e trouxesse o tão aguardado objeto que comprovaria que houve no passados um contato ente os índios locais e extraterrestres. Porém, misteriosamente, Roldão foi atingido por uma bala de sua própria arma. Isto fez com que a expedição retornasse para Manaus quando já estava a apenas dois dias de distância de Akahim. Fica no ar a pergunta: foi mais uma "queima de arquivo"?
    O caso continuará a ser o tema na próxima postagem.

    segunda-feira, 4 de novembro de 2013

    O Misterioso Assassinato de Karl Brugger

    Supõe-se que o que Karl Brugger sabia sobre Akakor
    incomodava certas pessoas. 
    O jornalista alemão
    assassinado no Brasil 
    havia revelado fatos 
    que nenhum brasileiro
    quis publicar.




    Até hoje o crime ocorrido na cidade do Rio de Janeiro em 3 de janeiro de 1984 está tão envolto em mistérios quanto a principal causa que lhe é atribuída: a cidade perdida de Akakor, que teria existido na Amazônia brasileira, mais exatamente na região de fronteira entre o Brasil, a Bolívia e o Peru. O assassinato ocorreu em plena luz do dia, numa rua do centro da cidade: um homem simplesmente se aproximou do jornalista, disparou um tiro e fugiu correndo em meio à multidão assustada. Tudo leva a crer que se trata de uma "queima de arquivo".
    De fato, a vítima, o jornalista alemão Karl Brugger sabia a respeito de assuntos tidos como "notoriamente proibidos", como disse o arqueólogo e antropólogo brasileiro Aurélio M. G. de Abreu em seu livro "Reinos Desaparecidos e Povos Condenados". Realmente Brugger foi o autor de "As Crônicas de Akakor", livro que se tornou um dos mais vendidos nos Estados Unidos e na Alemanha, mas que  nenhuma editora brasileira quis publicar.
    O livro continha narrativas baseadas em lendas e tradições existentes na Amazônia sobre Akakor, a cidade de uma suposta civilização desaparecida antes de 1500. O que se sabe dessa história é que em 1971, numa rua de Manaus (AM), um piloto da Swissair, Ferdinand Schmidt, conversava em alemão com outro membro da tripulação quando foi abordado por um homem esfarrapado que, em alemão, pediu que lhe pagasse uma refeição. O aviador ficou surpreso ao perceber que o nativo soubesse falar alemão tão bem, mas este lhe explicou que sua mãe era uma índia e seu pai era um alemão. Este homem é outro que se tornaria mais um personagem envolto em mistérios até hoje: seu nome verdadeiro é Hans Guenther Hauck, nascido em 5 de outubro de 1941, mas é mais conhecido como Tatunka Nara, e trabalha como guia para visitantes na floresta.
    Tatunka Nara
    O mestiço disse ao piloto que vivia como índio, na tribo Ugha Mogulala, e que entre 1939 e 1941 - o auge da Segunda Guerra Mundial - esses índios receberam em suas aldeias cerca de 2 mil soldados alemães enviados por Adolf Hitler, que pretendia invadir o Brasil transportando armas e diversos equipamentos. Tatunka Nara disse que os soldados nazistas permaneceram na região até o início de 1945, ano em que a guerra terminou. Ele disse que alguns soldados voltaram para a Alemanha, mas também alguns permaneceram convivendo com os índios.
    Após voltar para a Alemanha, o piloto da Swissair contou esta história ao jornalista Karl Brugger, conhecido como especialista em temas considerados "fantásticos". Pouco tempo depois, Brugger veio para o Brasil e, sem dificuldades, encontrou Tatunka Nara em Manaus. O mestiço lhe repetiu as mesmas informações que havia dado ao piloto e o jornalista as gravou. Em 1972, Brugger e Tatunka Nara foram para o interior da floresta para encontrar aquilo que ele suspeitava que Hitler acreditava existir na região e por isto queria invadi-la: a cidade perdida de Akakor. Ao voltar a Manaus, o jornalista se manteve reticente sobre os resultados dessa viagem, mas em 1976 surgiu na Alemanha a primeira versão de seu livro, "Die Chronik von Akakor" ("As Crônicas de Akakor"), no qual ele narrava a chegada do contingente nazista ao Brasil e a relação dos soldados com os índios Ughla Mogulala. Logo após o lançamento da edição alemã surgiu nos Estados Unidos a edição em inglês com o título "The Chronicles of Akakor". Com o sucesso de vendas de ambas as edições, muitos foram os grupos de cientistas e aventureiros em busca da "cidade perdida" na Amazônia Brasileira. Em 1974, o suiço Erich von Däniken, que se tornou mundialmente famoso pelo seu livro "Eram os Deuses Astronautas?", também veio ao Brasil para encontrar Tatunka Nara e as ruínas da "cidade perdida", e ouviu do mestiço uma narrativa a respeito de um misterioso "objeto cantante". Isto é o que será abordado na segunda parte desta série de artigos sobre o crime que ficou conhecido como o Caso Karl Brugger.

    Fontes: 
    • Wikipedia
    • "Reinos Perdidos, Povos Desaparecidos", de Aurélio M. G. de Abreu - Editora Hemus - São Paulo, SP (Brasil).
    Ilustrações: Arquivo Google