Feliz Natal!
Feliz 2016!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

David Duchovny diz que "Arquivo X" poderá voltar.

David Duchovny e Gillian Anderson,
protagonistas da famosa série da TV.
"Só terá acabado
quando um de nós morrer", 
diz o ator. 



Segundo o que foi publicado no site da revista "Rolling Stone", o ator americano David Duchovny disse que a série "The X-Files" ("Os Arquivos X"), que no Brasil foi exibida com o título "Arquivo X", poderá voltar. Ele interpretou o popularíssimo personagem principal da série, o agente especial do FBI, Fox Mulder. Segundo a revista, ele disse isto durante uma entrevista sobre o fim da série "Californication", na qual ele vinha interpretando o personagem Hank Moody, um escritor de sucesso de Nova York que vivia em Los Angeles tentando reconquistar uma mulher pela qual ele sempre foi apaixonado e, ao mesmo tempo, tendo que lidar com o comportamento de uma filha rebelde.
Segundo a "Rooling Stone", David Duchovny está se sentindo bem por encerrar a jornada de "Hank Moody", mas não esconde seu desejo de voltar a interpretar "Fox Mulder". Ele diz que é amigo de Chris Carter, o criador de "Os Arquivos X" , e da atriz Gillian Anderson, que interpretava a médica e agente do FBI Dana Scully, parceira de Mulder em suas investigações sobre objetos voadores não identificados, fenômenos paranormais e teorias de conspiração. Ele informou que atualmente Gillian está atuando numa outra série, que ainda é preciso uma demonstração de interesse da Fox, mas que Chris Carter já tem episódios prontos para a nova temporada de "Arquivos X". 
"Os Arquivos X" é considerada a série de TV mais popular do mundo desde os anos 1990. A série foi ao ar, inclusive no Brasil, pela Rede Record e pelo canal da Fox, em nove temporadas, de setembro de 1993 a maio de 2002. Tornaram-se muito populares também no Brasil as frases exibidas na abertura de cada episódio da série: "The thrut is out there" ("A Verdade está lá fora.") e "I want to believe" ("Eu quero acreditar"). Existem vários sites na internet nos quais todos os episódios podem ser assistidos gratuitamente. 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

"Illuminati" - O que se sabe realmente sobre eles?

O livro "Anjos e Demônios",
de Dan Brown,
e o filme baseado nele, 
resgataram o interesse de um grande público
sobre uma das sociedades secretas
mais polêmicas da história da humanidade.





Johann Adam Weishaupt
(1748-1830)
Na história contada por Dan Brown, o simbologista Robert Langdon (o mesmo personagem principal de "O Código Da Vinci") investiga o caso de um padre cientista assassinado. No decorrer da narrativa, Langdon descobre que por trás do assassinato está uma das sociedades secretas mais polêmicas do mundo, mas que ele pensava que não existisse mais: os "Illuminati". Embora seja uma ficção, a história contada no livro e no filme leva o leitor a crer que o objetivo dos "Illuminati" é impor uma "nova ordem mundial" através de uma espécie de verdadeira guerra contra a Igreja Católica, tentando destruí-la definitivamente. Mas quem são os Illuminati da realidade? 
A "Coruja de Minerva".
Por serem uma sociedade secreta, sabe-se pouco sobre eles, e muito do que as pessoas pensam que sabem não passa de suposições e especulações e afirmações sem embasamento histórico. Isto se complica ainda mais devido à existência, na Internet, de sites de várias pessoas ou grupos que se afirmam representantes dessa confraria, nem todos sendo dignos de crédito.
Em alguns sites, o nome da fraternidade está grafado erroneamente : Illuminatis. A palavra "Illuminati" vem do latim. Significa "Iluminados". A letra "i" no final da palavra representa o plural, não havendo, portanto, necessidade de se acrescentar o "s". A forma singular é "illuminatus". No entanto, essa denominação tem sido tomada ultimamente por grupos diversos, alguns reais e outros fictícios. 
Historicamente, o que se sabe sobre a verdadeira confraria original é que ela foi fundada na Baviera, na Alemanha, em 1.º de maio de 1776, baseada no Iluminismo, um movimento cultural da Idade Média que defendia uma reforma da sociedade através da cultura e do "poder da razão". Seus fundadores e membros acreditavam que somente por meio da razão   e do acúmulo cada vez maior de conhecimentos é possível identificar e operar conceitos, encontrar coerências ou contradições entre eles e resolver os principais problemas da humanidade. Por esta razão, a Coruja de Minerva foi um dos símbolos escolhidos para representar a confraria. Tradicionalmente, desde tempos remotos a coruja sempre foi uma ave vista como símbolo do conhecimento, e Minerva é o nome da antiga deusa da sabedoria da antiga Grécia.
O principal fundador foi Johann Adam Weishaupt, nascido na Baviera. Era filho de judeus. Seu   pai, Johann Georg Weishaupt, era um rabino judeu alemão que morreu quando ele tinha cinco anos de idade. Desde então, ele foi criado por seu padrinho, Johann Adam Freiherrvon Ikstatt, professor de direito na Universidade de Ingolstadt, cidade onde Johann Adam Weishaupt nasceu (1748). Ikstatt defendia o iluminismo e isto influenciou Weishaupt, que adotou as doutrinas iluministas através do racionalismo. O jovem Johann Adam Weishaupt estudou direito, economia, política, história e correntes gnósticas e da Maçonaria. Suas concepções conflitavam com as da Igreja Católica, que dominava toda a Europa na época, sob os pontos de vista religioso, social e principalmente político.
Atualmente, devido a uma enxurrada de informações, nem todas verdadeiras, e muitas delas alimentadas por filmes e seriados de TV, os Illuminati são interpretados como uma suposta organização conspiratória que visa controlar os assuntos secretos de governos. Segundo esta nova versão da confraria, entre seus objetivos está o estabelecimento do que chamam de "Nova Ordem Mundial". Isto complica ainda mais o entendimento geral, pois existem vários conceitos históricos sobre o que pode ser uma "Nova Ordem Mundial". Um deles diz tratar-se relações socioeconômicas resultantes da Guerra Fria. Outro, que é um sistema político e social nos moldes do que os nazistas tentaram estabelecer na Europa. Outro se refere à fé Bahá'i, afirmando que se trata de um sistema de ensinamento dessa religião. Entretanto, o conceito que parece atrair mais os interessados em "teorias da conspiração" é este: a "Nova Ordem Mundial da Informação e da Comunicação", um projeto internacional que visa reorganizar os fluxos globais de informação e comunicação por meio de ações governamentais, empresariais, etc. O fato é que, pelo menos ao que parece até, tudo isto não passa de especulações. Quanto às "provas" que algumas pessoas afirmam que existem, ainda parecem apenas questões de pontos de vista.

Fontes:
  • "The World Almanac and Book of Facts" ("O Almanaque e Livro Mundial dos Fatos") - publicado pela K-III Communication Company , dos Estados Unidos.
  • "Almanaque Abril-Mundo", da Editora Abril. 
  • "Anjos e Demônios", de Dan Brown - Editora Sextante. 
  • Ilustrações: Wikipedia e Arquivo Google.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Os Misteriosos Arcanos - Que mensagens eles nos trazem?

Eles estão presentes
em cartas de tarô,
histórias em quadrinhos
e até em igrejas.



Mas, afinal, o que são os arcanos? Que mensagens eles nos transmitem ou tem o objetivo de nos transmitir? Nas cartas de tarô, há os Arcanos Maiores e os Arcanos Menores, sendo que algumas dessas cartas são marcadas com números em algarismos romanos ou arábicos. Com esses mesmos algarismos também são marcados os títulos de reis, imperadores e papas  - D. Pedro I, D. Pedro II, imperadores do Brasil; Henrique III ("Henry III"), Elizabeth II, rei e rainha da Inglaterra; os papas João 23, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento 16, etc. Esses números identificam pessoas que receberam títulos homenageando pessoas com esses nomes que os antecederam, mas também são chamados "números arcanos". 
"Arcano" é uma palavra proveniente do latim ("arcanus") que significa "misterioso", "enigmático".  No Tarô, os arcanos são cartas de baralho que representam algo oculto ou desconhecido. O baralho contém 78 cartas divididas entre "Arcanos Maiores" e "Arcanos Menores". O significado de cada conjunto de cartas é relacionado mais importantes (Arcanos Maiores) e menos importantes (Menores). Os Arcanos Maiores são as 22 cartas principais.
Os arcanos estão presentes em nossas vidas com muito mais frequência do que as pessoas costumam imaginar. Estão nas marcas das roupas, nas embalagens dos produtos que consumimos, em logomarcas, logotipos, no exterior e no interior de igrejas, em histórias em quadrinhos, em filmes, etc. Não estou me referindo a supostas "mensagens subliminares" como dizem que existem por aí. Quando você vê, por exemplo, a marca que aparece na ilustração abaixo numa peça de vestuário ou num calçado, você sabe que se trata de um produto fabricado pela Adidas. Mas talvez esse logotipo lhe revele mais do que o nome da empresa fabricante. Se você já usou produtos da Adidas e gostou, lembrará da qualidade dos produtos que você já conhece e provavelmente achará que valerá a pena comprar aquele. O logotipo tem, portanto, uma mensagem oculta que você não percebeu, mas lhe convenceu. Por isto, ele é um arcano.

 
Arcanos são, portanto, mensagens "mostradas" mas nem sempre "reveladas". Ou seja: você vê a mensagem através de um símbolo, mas não a percebe. Eles estão em imagens de santos, nas paredes das igrejas, nas figuras que decoram as catedrais interna e externamente, em capas de livros, nos carros, nas motocicletas e em cerca de 90% de tudo que você usa e consome todos os dias. Estão presentes até nas músicas que ouvimos.
Você duvida? Repare que tem gente que não gosta de músicas que não sejam cantadas em português, mas gostam de ouvir músicas apenas instrumentais (aquelas que não são cantadas, apenas executadas por bandas ou orquestras). Se essas pessoas gostam de ouvir canções em português porque entendem o que a letra diz, elas talvez não percebam, mas recebem a mensagem contida na música instrumental que lhe agrada. 

domingo, 20 de abril de 2014

Cientistas Garantem que Encontraram o Santo Graal

A relíquia mais procurada 
e mais polêmica do mundo
pode ter sido encontrada
em León, na Espanha.  



Uma reportagem mostrada ontem (domingo, 20 de abril de 2014) no Fantástico (Rede Globo de Televisão) informou que um grupo de cientistas espanhóis garantiu que encontrou o Santo Graal. A relíquia histórica e religiosa mais polêmica do mundo - e também a mais procurada nos últimos dois mil anos - pode ter sido encontrada na cidade de León, no noroeste da Espanha. Por motivos óbvios, é claro se isto for verdade, o que será mostrado a turistas que se dirigirem ao local para vê-lo será uma imitação, não o cálice original. No entanto, isto não significará que ele não tenha sido encontrado. 
A história do Cálice Sagrado tem atravessado gerações e gerações desde quando Jesus foi crucificado. Conta a tradição que este cálice foi o que Jesus usou ao tomar vinho com os apóstolos em sua famosa "Última Ceia". A mesma tradição diz que, quando Jesus agonizava na cruz, José de Arimateia, com o mesmo cálice nas mãos, aproximou-se da crus e usou o objeto para guardar parte do sangue proveniente das feridas do Cristo. Veja as histórias e lendas sobre o Santo Graal aqui: O Santo Graal - Que segredos ele pode revelar? Veja também nos dois vídeos acima a história da procura pelo cálice desde sua origem. 
A revelação contida no livro que foi lançado na semana passada pode atrair para a pequena cidade de León turistas e peregrinos provenientes de diversas partes do mundo. Na cidade, existe a Basília de Santo Isidoro. Atualmente á basílica é um museu e, segundo os cientistas, é nela que o Santo Cálice está guardado. Objeto central de vários filmes de ficção científica, tema do livro "O Código Da Vinci", de Dan Brown, mencionado até num dos filmes das aventuras de Indiana Jones, citado numa das histórias do rei Arthur, O Santo Graal é um dos objetos mais cobiçados do mundo, inclusive por acreditar-se que nele podem ser encontrados segredos que a Igreja Católica vem mantendo há séculos.
A primeira suspeita de que o objeto encontrado no museu poderia ser o Graal veio de Margarita Torres Sevilla. Professora de História Medieval da Universidade de León, ela foia primeira pessoa a visualizar uma relação entre o objeto encontrado no museu e alguns fatos narrados na Bíblia e em escritos da Idade Media. Ela disse que pesquisava objetos históricos de origem islâmica no museu quando um cálice aparentemente do antigo Egito surgiu diante de si. Isto despertou sua atenção: "Como um cálice egípcio veio para aqui em León?". 
Ela formou uma equipe de cientistas de sua confiança e foi com eles até o Cairo, no Egito. Lá eles descobriram que o cálice pertenceu a um califa que governou no norte da África no século XI. Quando o Egito passou por uma grande crise de miséria e fome, um rei de Dénia enviou comida para os egípcios. Em troca, ele pediu a relíquia sagrada que estava guardada na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, desde o ano 400. Sua intenção era dar o cálice como presente para o rei Fernando de León. O pesquisador Manuel Ortega explicou que Fernando era o monarca mais importante da Península Ibérica naquela época. "Por isto era muito interessante, para o reino de Dénia, agradar ao vizinho do reino mais potente."
Dénia é atualmente um município da província espanhola de Alicante. É lá que se encontra
O Castelo de Dénia
- foto: Wikipedia -
 o famoso Castelo de Dénia (foto), uma fortificação construída por muçulmanos no alto de uma colina, na primeira metade da Idade Média. Sua construção foi feita sobre o que restava de construções bem mais antigas.
O cálice foi parar nas mãos da Princesa Orraca, filha do rei Fernando. Para Manuel Ortega, a prova mais importante de que a princesa Orraca sabia da importância daquele cálice, tanto que ela mesma mandou que ele fosse ornamentado com diamantes e outras pedras preciosas. Assim disfarçado, o Graal teria passado por despercebido por todos esses séculos. Ortega não tem dúvida de que o objeto encontrado é mesmo o tão procurado Santo Graal.
Fontes:

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A Janela de Glenn Beck

Capa da edição brasileira
da obra de Glenn Beck.
 

Como Dan Brown 
em "O Código Da Vinci"
e "Ponto de Impacto",
Glenn Beck parace estar
tentando abrir os olhos do leitor
para algo real
através de uma história de suspense.





O autor.
A história começa com um homem usando um telefone público numa área remota, no deserto de Mojave, na Califórna, Estados Unidos. Ele conversa com uma mulher sobre uma "estrutura" misteriosa que ele mesmo descobriu, e durante a conversação é assassinado com um tiro. A partir daí, desenrola-se um enredo com um misto de personagens fictícios (ou talvez com nomes modificados) e organizações que realmente existem. Ente elas: o "Army of God" ("Exército de Deus"), um grupo que, segundo dizem, é formado por pessoas que se dizem cristãs que protestam contra o aborto de crianças mas promovem ataques terroristas; o Minutemen, grupo formado por milhares de voluntários civis norte americanos armados que se revesam na fronteira com o México; e outros.
A história é sobre uma conspiração contra os Estados Unidos, preparada há cem anos para ocorrer a qualquer momento, que pode ocorrer a qualquer momento, e que poderá mudar muitas coisas em todo o mundo. Nela, o autor faz perguntas diretas ao leitor de qualquer país: E se você de repente descobrisse que a escolha da roupa que você vestiu hoje pela manhã não foi exatamente sua? E se você descobrisse, repentinamente, que muito do que você sempre acreditou nunca passou de farsas? E se você descobrisse que sua "independência pessoal" nunca existiu e que seus atos sempre foram em obediência a um "comando externo" sem você desconfiar disto?
O fato de muitas coisas nessa história de ficção poder estar relacionado a fatos reais começa pelos dados a respeito do próprio autor. Gleen Beck é um dos mais mais conceituados jornalistas dos Estados Unidos, produz e apresenta programas jornalísticos sobre política (noticiários, debates, entrevistas), é comentarista político e autor vários "best sellers" com um milhão de livros já vendidos desde meados dos anos 1990. Alguns deles:
Ficção: 

  • "The Christmas Sweater" ("O Suéter de Natal"), 
  •  
  • (2010) "The Overton Window" ("A Janela de Overton"); 
  •  
  • (2011) "The Snow Angel" ("O Anjo de Neve"), em parceria com Nicole Baart; 
  •  
  • (2012) "Agenda 21".  A "Agenda 21" é um documento que foi elaborado durante a Eco 92, a conferência internacional sobre meio ambiente que ocorreu no Rio de Janeiro. É considerada como
  •  
     um instrumento para planeja a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
    Entre suas obras de não-ficção constam "The Real America" ("A Verdadeira América"), "The Original Argument" ("O Argumento Original"), "The Seven Wonders That Will Change Your Life" ("As Sete Maravilhas que Mudarão a Sua Vida"), etc. Destaca-se o que foi lançado no ano passado: "Cowards: What Politicians, Radicals, and the Media Refuse to Say" ("Covardes: O que Políticos, Radicais e a Mídia se Recusam a Dizer").
    Em "A Janela de Overton", apresentado como obra de ficção, o personagem principal se chama "Noah" - o mesmo nome de Noé, o personagem bíblico escolhido por Deus para escapar do Dilúvio com sua família. Para ser mais exato, é Noah Gardner, um executivo de relações públicas, filho de um grande empresário, que sempre esteve protegido dos problemas do mundo por seu pai até o dia em que, através de uma jovem ativista política, descobre que os Estados Unidos e o mundo tal como o conhecemos estão prestes a serem modificados. No segundo capítulo, durante uma reunião, seu pai, Allan Parker, alerta aos participantes - entre estes, um representante do governo norte americano - sobre algo que poderá modificar suas vidas, e relembra um fato ocorrido em 2004: o tsunami que causou grandes tragédias na Indonésia e em vários países do sul da Ásia. Realmente é uma obra de ficção? Um alerta sobre o que está por vir, e que de alguma poderá influenciar nas vidas de todos nós? 

    segunda-feira, 11 de novembro de 2013

    O que há de verdade por trás do "666"?

    "666" - quadro de William Blake.
    Muitas pessoas
    evitar falar, ler ou ouvir falar sobre este número,
    mas todos tem
    o direito de dizer o que pensam.








    Muitas pessoas se referem a ele como "o Número da Besta". O que nem todas estas pessoas sabem, neste caso, é que a palavra "besta" se refere a uma figura relatada no Apocalipse, o último livro da Bíblia cristã - ou seja, o último livro do Novo Testamento, cuja autoria é atribuída a João, discípulo de Jesus. No capítulo 13 do Apocalipse, consta que, quando João estava na ilha de Patmos, viu surgir do mar uma besta de sete cabeças e dez chifres, corpo semelhante ao de um leopardo, bocas como as dos leões e pés como os dos ursos. No texto, está relatado que, na visão de João, a besta interagia com um dragão enquanto surgia da terra outra besta de dois chifres, ainda mais poderosa do que a primeira. Acrescenta que esta segunda dizia algo ao dragão, e seus dois chifres eram como os de um cordeiro. 
    Os "significados" desses sinais são nada mais do que simples interpretações pessoais. São formas de sustentar, em muitos casos, acusações sem bases sólidas que possam ser consideradas como provas ou confirmações. É, em muitos casos, uma forma de combater tendências políticas. Alguns "evangélicos" - não necessariamente as igrejas, mas alguns de seus membros - vêem no dragão, por este ser vermelho, o ateísmo pregado por alguns líderes socialistas ou comunistas (mas nem todo defensor do comunismo ou do socialismo é ateu). Muitos dizem que a "besta negra" representa a Maçonaria por esta agir na sombra, aparecendo em toda parte mas de forma escondida. As "patas de ursos e as bocas de leões" são relacionadas por eles aos atuais veículos de comunicação social, que persuadem as pessoas a comprar coisas por meio de propagandas.
    Muitos católicos (não a Igreja Católica) afirmam que a besta citada no Apocalipse é o Império Romano, por ter sido um estado pagão. No entanto, foi em Roma que o cristianismo propriamente dito e a Igreja Católica começaram a existir. Devemos ainda destacar que até hoje o latim, idioma do Império Romano atualmente considerado como "língua morta", ainda é um dos idiomas oficiais no Vaticano, amplamente utilizado nas principais cerimônias.
    É preciso lembrar que a Maçonaria, que tem realizado grandes feitos em prol do acesso à cultura e ao conhecimento para todos, durante séculos teve que agir de forma escondida porque os maçons eram perseguidos e assassinados pela própria Igreja e por ordem desta, que via neles uma representação do fim de muitos privilégios dos quais o clero gozava social e politicamente.
    Quanto aos veículos de comunicação social - jornais, redes de televisão e rádio, etc. - devemos lembrar que tanto a Igreja Católica como muitas entre as demais igrejas que se dizem cristãs são proprietárias de alguns deles. No Brasil, a Igreja Católica tem a Rede Vida e a Rede Canção Nova, e as demais, além de terem redes de TV próprias, ocupam horários em outras com seus programas anunciando vendas de livros, CDs, DVDs e outros objetos através de suas próprias propagandas.
    A tradição cristã chama de "número da Besta" o número correspondente ao "sinal" ou "marca" da Besta. Há outras variantes, mas na maioria das vezes é citado como "666". Segundo estudiosos que afirmam ter encontrado este número em antigos manuscritos gregos - tanto em forma numérica grega como por extenso no idioma grego - na realidade era cópias de um protótipo originalmente escrito em hebraico. Porém, ha também especialistas que afirmam que não há confirmação que garanta que esse protótipo tenha sido original. De qualquer forma, a versão mais conhecida por nós é a que está na Bíblia atual:
    "...e faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, a não ser aquele que tiver o sinal ou o nome da Besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Que aquele que possa entender calcule o número da Besta, pois é o número do homem, e esse número é seiscentos e sessenta e seis."

    Fontes:
    • Wikipedia
    • A Bíblia
    • "The World's Religions" - Lion Handbooks - UK (United Kingdon)

    quinta-feira, 7 de novembro de 2013

    O Misterioso Assassinato de Karl Brugger - 3ª Parte

    A morte de Roldão Pires Brandão
    também foi queima de arquivo?
    Ainda hoje 
    suspeita-se que 
    a morte de Roldão Pires Brandão
    tenha relação
    com o assassinato 
    de Karl Brugger. 






    Como foi dito no artigo anterior, o suiço Erich von Däniken, autor do já então best seller "Eram os Deuses Astronautas?", veio ao Brasil e também teve um encontro com Tatunka Nara em Manaus, e que este lhe contou sobre a existência de um misterioso "objeto cantante" em Akahim. Foi então organizada uma expedição a Akahim com a participação do arqueólogo brasileiro Roldão Pires Brandão, já então famoso por suas pesquisas sobre civilizações desparecidas. Num encontro científico em Chicago (Estados Unidos) em 1978, von Däniken disse que o objetivo da expedição era encontrar o tal objeto, mas pouco tempo depois uma edição da revista "Ancient Skies" revelou que von Däniken mencionou problemas criados por Roldão, e que este foi morto pelo disparo de uma bala de sua própria arma. Logo surgiu a versão de que a morte do arqueólogo brasileiro teria ocorrido acidentalmente por causa de um manuseio indevido de sua própria arma. O fato é que a morte de Roldão fez com que a equipe retornasse a Manaus antes de cheegar a Akahim.
    Erich von Däniken contou à revista que eles subiram o rio Negro e entraram num afluente do rio Amazonas até um ponto em que foram obrigados a abandonar o barco e seguir a pé porque a região era montanhosa. O suíço disse que foi no sopé de uma das montanhas que a morte de Roldão ocorreu. No entanto, no mesmo comunicado, von Däniken fez questão de deixar claro que o brasileiro se feriu intencionalmente para forçar o retorno da expedição.
    Von Däniken disse que tinha a intenção de organizar uma nova expedição a Akahim com Tatunka Nara entre abril e maio de 1979 por este período ser anualmente o de chuvas suficientes para permitir que as ruínas das três cidades fossem encontradas. Entretanto os planos tiveram que ser modificados, pois Tatunka Nara não concordou em ser guia do grupo. Na mesma ocasião, houve rumores de que um grupo de ingleses estava pretendendo chegar às ruínas vindo da Venezuela. Soube-se então que, pouco tempo antes de sua morte, Roldão havia revelado à imprensa que encontrara as misteriosas pirâmides amazônicas antes reveladas por Karl Brugger. Na época aviões especialmente fretados sobrevoaram várias vezes a região do alto rio Negro. No dia 1° de março de 1979, uma edição da revista Veja trouxe uma reportagem de cinco páginas mostrando estruturas em forma de pirâmides cobertas por vegetação. Até hoje, há quem diga que aquelas formações eram apenas morros, mas, para muitos, as mortes de Karl Brugger e Roldão Pires Brandão ainda não estão devidamente explicadas.